segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

CONSERVATÓRIA (www.heliotur.tur.br)


obs - texto copiado na integra do site em referência.

Introdução | Atrativos Naturais | Como Chegar | Infra-estrutura | Atrativos Culturais
Introdução: Conservatória nasceu há mais de um século. Seu nome primitivo era Santo Antônio do Rio Bonito. No século XIX, o desenvolvimento das terras na interlândia do Estado do Rio, teve a sua principal base no crescimento da agricultura, começando pela cultura da cana-de-açúcar e, principalmente, o plantio do café.Na aldeia de Santo Antônio do Rio Bonito, em conseqüência desse desenvolvimento agrícola, foi criado em 1824 o curato, que era chefiado por um vigário.Segundo os historiadores, a aldeia dos índios Ararís teve a sua organização oficializada em 1789, no vice-reinado de Luiz Vasconcellos.Uma sesmaria de terra, que compreendia uma légua em quadra, foi doada aos indíos e assim foi criada Conservatória, que significa Registro dos Índios, tal qual um cartório, termo esse que até hoje é usado em Portugal, como sendo o registro de pessoas e fatos. Depois do declínio do café, Conservatória passou a ser procurada para tratamento de saúde, por possuir um bom clima. Hoje sua economia baseia-se na agropecuária e no turismo.Conservatória, por ser um local de tradição de serestas, tem na maioria de suas casas, afixada na fachada principal, uma placa com o nome e autoria de uma música, escolhida pelo próprio morador. A colocação dessa placa se dá durante a noite, com uma cerimônia que começa com a saída dos seresteiros do Museu da Seresta, cantando pelas ruas a música escolhida. Enquanto a placa é colocada, canta-se novamente a música. Depois os seresteiros entram casa adentro e são recepcionados pelo dono com coquetel e festa.
COMO CHEGAR
ACESSO:Saindo do Rio de Janeiro A partir da Linha Vermelha, seguir pela Rod. Presidente Dutra (BR-116) até Piraí, entrar à direita e seguir na RJ-145; após o entroncamento com a BR-393, em Barra do Piraí, entrar à esquerda na RJ-137 e seguir até Conservatória.

- Fazenda São Fernando End: Localidade Coronel Cardoso - Parapeúna Tel: (24) 2453-4925 Horário: Somente Marcada O atrativo situa-se às margens dos Rio Preto e Rio São Fernando, próxima à antiga estação ferroviária de Coronel Cardoso, na localidade do mesmo nome nas proximidades das Fazendas São Paulo, São Luiz e São Francisco. Foi construída no século XIX, aproximadamente no ano de 1815. Acredita-se que a Fazenda São Fernando tenha sido proveniente da sesmaria doada a Francisco Dionisio Fortes de Bustamante seu primeiro proprietário, vendida ao Coronel Cardoso que construiu uma usina hidroelétrica de grande porte em 1926 e que até hoje abastece as fazendas próximas. Em sua época, a fazenda teve grande impulso e para manter esse progresso foi necessário recorrer a empréstimos bancários. Não honrando os pagamentos, as terras foram entregues à firma Magalhães e Cia., representada pelos diretores e conseqüentes acionistas, que administraram esse complexo durante 40 anos, ou seja de 1930 a 1970. A importância da fazenda era tão grande que a estrada de ferro construiu uma estação e determinou que a parada levasse o nome de Coronel Cardoso. Em 1979, a fazenda foi adquirida pela Companhia Magman.


A Fazenda São Fernando possui um conjunto de edificações, tais como: casa-sede, engenho e outras edificações que se admite, foram, outrora, a senzala, as tulhas e armazéns, merecendo destaque o prédio da casa-sede. A casa-sede é uma construção assobradada com varanda circundando a fachada principal e lateral, balaustrada com colunas pintadas na altura da sacada do 2º pavimento, em concreto, imitando madeira trabalhada. No seu acervo as peças de maior interesse são castiçais de prata antigo, mobiliário inglês e alemão, pia batismal feita artesanalmente em madeira, imagem de São Francisco e uma capela com a imagem de São Fernando. O atrativo dedica-se à produção de café tipo exportação.

- Fazenda São Paulo End: 15,4 km do centro de Conservatória - Coronel Cardoso Hp: Tel: (32) 2283-1293 Horário: Somente externa ou com autorização prévia da administração da fazenda A Fazenda São Paulo situa-se num vale, sendo cortada pelo rio São Fernando, nas proximidades das Fazendas São Fernando e São Francisco. Sua construção data do século XIX. Acredita-se que a fazenda São Paulo tenha sido proveniente da sesmaria de Joaquim Fortes Bustamante, seu fundador, que após sua morte foi vendida ao Coronel Cardoso. Em sua época, a fazenda teve grande impulso e para manter esse progresso foi necessário recorrer a empréstimos bancários. Não honrando os pagamentos, as terras foram entregues à firma Magalhães e Cia., representada pelos diretores e conseqüentes acionistas, que administraram esse complexo durante 40 anos, ou seja, 1930 a 1970. A importância desta fazenda era tão grande que a estrada de ferro construiu uma estação e determinou que a parada levasse o nome Coronel Cardoso. Em 1979, a fazenda foi adquirida pela Companhia Magman. A Fazenda São Paulo possui um conjunto de edificações, dentre elas, casa-sede e engenho restaurados e armazém. A casa-sede e o engenho são edificações de estilo semelhante e a sua frente estão os terreiros de café. Possui planta em O, com pátio interno e de construção de dois pavimentos. No seu acervo, o que mais se destaca é a imagem de São Paulo feita em talha de madeira. O atrativo destina seu espaço à produção de café tipo exportação e pecuária. A Fazenda São Paulo possui 800 alqueires e forma um grande complexo com a Fazenda São Fernando. No interior da fazenda, presença da Cachoeira São Fernando.

Um comentário:

  1. A Fazenda não foi vendida ao Cel. Cardoso e sim arrematada a hipoteca por ele junto ao banco por inadimplência dos proprietários.
    Isso eu pude comprovar examinando documentos existentes na própria fazenda quando lá estive em janeiro de 2009.
    A fazenda vinha sendo hipotecada desde 1903 e foram várias hipotecas até ser arrematada em 1912 pelo Cel. Cardoso que também veio a perde-la por dívidas.
    A minha hipótese é que as hipotecas começaram a ser feitas ainda na administração da Orminda e de seu segundo marido - Bernandino Pamplona de Menezes .
    Em 1881 Bernardino foi registrado como eleitor de de Conservatöria (ou Sto Antonio do Rio Bonito).
    A fazenda só passou as mãos de Adriano como herança para Adriano Fortes de Bustamante por morte de sua mãe Orminda.
    Este teria delegado a administração da fazenda a seu genro - José Soares Pereira Jr.
    Dos sete filhos de José Soares Pereira Jr, Quatro nasceram no Rio de Janeiro e três na Fazenda:
    No Rio de Janeiro: Sylvio(1898); Lidwine (1902); Paulo Adolpho (1904) e Afonso (1913)Na Fazenda:Laura (1906); Maria da Glória (1908) e Eduardo (1910).
    Esess fatos nos levam a deduzir que a fazenda tenha passado`as mãos de Adriano Fortes de Bustamante por volta de 1905/6, pois a família Soares pereira lá habitou no período de 1906 a 1910, como se pode cpmprovar pelo nascimento de seus filhos.
    O último filho nasce no Rio de janeiro em 1913, após a perda da fazenda.
    Orminda deve ter morrido antes de 1906, pois só depois dessa data é que Adriano aparece como proprietário.
    A administração da fazenda deve ter ficado com Orminda e seu segundo marido - Bernardino Pamplona de Menezes até sua morte, pois em 1881 Bernardino está escrito como eleitor de Sto. Antonio do Rio Bonito conforme leitura que fiz de um livro da época onde são listados os eleitores da região. Isso signifca que ele morava na fazenda.
    Em 1900 Orminda escreve da fazenda uma carta para o filho Adriano que morava no Rio de Janeiro( vide cópia que te enviei).
    Sendo assim a morte de Orminda ocorreu entre 1900 e 1906.
    Outro documento interessante que tive oportunidade de ver lá na fazenda foi um contrato firmado entre Orminda e Bernardino onde eles se comprometem a casar com separação de bens.
    Espero ter podido esclarecer um pouco mais a história da família (ou complicado?).
    Abraços
    JOyce Maria Bocorny Messias, casad com um descendente de da família Fortes de Bustamante

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